PRECONCEITO RACIAL ENTRE CRIANÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL: REVISITANDO CLARK & CLARK (1947) (Racial Prejudice among Children of Early Childhood Education: Revisiting Clark & Clark (1947))

Autores/as

Resumen

Resumo

O preconceito racial entre crianças é um tema sumamente importante para explorar a gênese desse vírus social. No entanto, poucos pesquisadores no Brasil se interessaram pela temática. O objetivo principal desse trabalho é replicar o experimento clássico de Clark e Clark (1947). Participaram 99 crianças paraibanas, negras (51) e brancas (48). Cerca de 86,9% das crianças escolheram a boneca branca para brincar; 78,8% das crianças consideram a boneca branca como a boa; 76,8% escolheram a boneca negra como má; 92,9% das crianças escolheram boneca de branca como a legal; 84,8% das crianças disseram que a boneca branca se parece com ela; 85,9% disseram que fariam atividade para nota com a boneca branca. Os principais resultados denunciam o preconceito de cor em crianças no ambiente escolar. Espera-se que novos estudos ressaltem a temática do preconceito racial entre crianças escolares, destacando o papel da mídia, da família e da escola.

 

Palavras-chave: Educação Infantil, Preconceito Racial, Relações Intergrupais.

 

Abstract

The racial prejudice among children is an extremely important issue in exploring the genesis of this social virus. However, few researchers in Brazil were interested in the subject. The main objective of this paper is to replicate the classic Clark and Clark´s experiment (1947). Ninety-nine children from Paraíba, black (51) and white (48) participated. About 86.9% of the children chose the white doll to play with; 78.8% of the children considered the white doll as the good one; 76.8% chose the black doll as the bad one; 92.9% of the children considered the white doll as the nice one; 84.8% of the children indicated that the white doll looks like them; 85.9% stated that they would do academic activity with the white doll. The main results denounce the color prejudice in children in the school environment. More studies are expected to highlight racial prejudice among school-age children, highlighting the role of the media, the family and the school.

 

 

Key words: Early Childhood Education, Racial Prejudice, Intergroup Relations.

 

Resumen

El prejuicio racial entre niños es un tema sumamente importante para explorar la génesis de este virus social. Sin embargo, pocos investigadores en Brasil se han interesado por la temática. El objetivo principal de este trabajo es replicar el experimento clásico de Clark y Clark (1947) sobre la génesis y el desarrollo de la identificación racial en función de la autoconciencia en los niños negros[1]. Participaron 99 niños paraibanos, negros (51) y blancos (48). Cerca de 86,9% de los niños eligieron la muñeca blanca para jugar; 78,8% de los niños consideran la muñeca blanca como la buena; 76,8% eligió la muñeca negra como mala; 92,9% de los niños eligieron muñeca blanca como la agradable; 84,8% de los niños señaló que la muñeca blanca se parece a ellos; 85,9% afirmó que realizarían actividad académica con la muñeca blanca. Los principales resultados denuncian el prejuicio de color en niños en el ambiente escolar. Se espera que más estudios resalten los prejuicios raciales entre los niños en edad escolar, destacando el papel de los medios de comunicación, la familia y la escuela.

 

Palabras clave: Educación Infantil, Prejuicio Racial, Relaciones Intergrupales.


[1] O uso da palavra negro neste artigo é detrimento ao estudo original realizado por Clarck e Clarck em 1947 e não tem nenhuma conotação depreciativa.  Entretanto, o termo "negro" será usado para se referir à população negra afrodescendentes.

 

Biografía del autor/a

Dione do Nascimento Camilo

Graduada em Educação pela Universidade Federal da Paraíba. Especialista em Psicopedagogia pela Universidade Estadual do Vale do Acaraú.

Giovanna Barroca de Moura

Doutoranda em Psicologia Social pela Universidade de Coimbra. Mestre em Cooperación al Desarrollo pela Universidade de Valência, com reconhecimento em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Especialista em Saúde Mental pela Faculdade Integrada de Patos, bacharelado em Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba (2008), licenciatura em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba e formação em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba.

Carlos Eduardo Pimentel

Professor Adjunto do Curso de Psicologia e da Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba. Doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília. Coordenador do Laboratório de Psicologia da Mídia.

José Angel Vera Noriega

Doutor em Psicologia Social pela Universidade Nacional Autônoma do México. Pesquisador e professor do Centro de Investigación em Alimentación y Desarrollo.

Jaqueline Gomes Cavalcanti

Graduada em Psicologia e Mestre em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba. Participa do Núcleo de Pesquisa Aspectos Psicossociais de Prevenção e da Saúde Coletiva (NPAPPSC). Atualmente é doutoranda em Psicologia Social pela mesma universidade.

Citas

Dagistan S, Esinaktas A, Caglayan F, Ayyildiz A, Bilge M. Differential diagnosis of denture-induced stomatitis, Candida, and their variations in patients using complete denture: a clinical and mycological study. 2008, Mycoses 52, 266–271

Publicado

2020-03-03

Número

Sección

Artículos Originales